Por que é tão difícil admitir que você errou?

Existe uma habilidade simples, mas profundamente transformadora para qualquer relação: assumir os próprios erros. Apesar disso, muita gente evita esse movimento por orgulho. No fim das contas, não passa de uma rigidez emocional que tenta proteger a própria imagem. Essa rigidez cria um paradoxo, ao não admitir um erro, o problema não é apenas o que aconteceu, mas o medo de encarar a própria possibilidade de falhar. E esse medo quase sempre está ligado a uma relação frágil com a autorresponsabilidade.

Pessoas que se culpam excessivamente, que foram ensinadas a associar falhas à perda de valor, muitas vezes desenvolvem um mecanismo curioso, que é, para não reviver a dor da culpa, evitam olhar diretamente para o erro. E, ao tentar se proteger de uma responsabilização “exagerada”, acabam por não se responsabilizarem por nada. Essa fuga constante mina qualquer vínculo, porque torna impossível construir confiança onde não há maturidade para sustentar conversas difíceis.

No fundo, esse padrão nasce da confusão entre erro e valor pessoal. Quando alguém acredita que errar significa ser incompetente ou indigno, cada deslize vira uma ameaça à própria identidade. Mas em qualquer relação afetiva, familiar ou profissional, você inevitavelmente vai errar. E isso não diminui quem você é, apenas confirma sua humanidade.

Assumir um erro não é se humilhar, nem ceder demais. É reconhecer sua participação nos acontecimentos, compreender o impacto das suas escolhas e agir a partir de maturidade, responsabilidade e coragem. Esse gesto, simples e raro, é o que sustenta relações verdadeiramente saudáveis.

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